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05/07/2017
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Entender o novo consumidor é o grande desafio do setor da floricultura no Rio Grande do Sul

Presidente da entidade, que reúne a cadeia setorial gaúcha, alerta para a necessidade de gestão eficiente e inovação para a manutenção da competitividade

Investir em tecnologia, inovação e eficiência produtiva e de gestão são os grandes gargalos de um setor que fatura, anualmente, mais de R$ 2 bilhões no Rio Grande do Sul. O setor de floricultura gaúcho está entre os três maiores do país, mas a preocupação de lideranças da área é com a necessidade de perceber as mudanças de comportamento do consumidor.

Para o presidente da Associação Riograndense de Floricultura (Aflori), Valdecir Ferrari, a segmentação do público deve ser compreendida com agilidade, tanto por aqueles que atuam na produção como para quem está no varejo. “A flor é um artigo de moda. Por isso é preciso estar atento às movimentações do mercado, de olho na gestão eficiente, através de indicadores, diminuição de custos, preços competitivos e novidades constantes no mix de produtos. Temos que conhecer e entender o novo consumidor”.

Ele salienta que o setor é responsável por cerca de dez mil empregos diretos, podendo dobrar esta estimativa se forem contados os postos indiretos, nos mais de dois mil empreendimentos no estado, integrando produtores de flores e plantas ornamentais, atacadistas, lojas de flores, artistas florais e decoradores, pesquisadores, empresas produtoras de insumos para a floricultura, de materiais de apoio e de equipamentos, consultores, paisagistas, estudantes e pesquisadores.

Foi para este público que a Aflori realizou na segunda-feira, 3 de julho, o 4º Encontro Estadual do Setor da Floricultura do Rio Grande do Sul. O evento, realizado na Tramontina Multi, em Carlos Barbosa, reuniu cerca de 100 participantes, com o objetivo de apresentar a floricultura como um modelo de negócio viável.

A entidade apresentou indicadores que contribuem na tomada de decisões e para o gerenciamento no varejo. Juntamente com uma visão macroeconômica nacional e a imposição de um planejamento em todos segmentos da cadeia setorial, o programa do evento contemplou também a troca de informações entre empreendedores de profissionais.

Ferrari diz que há uma certa estagnação no mercado, principalmente das lojas, que passaram a enfrentar, nos últimos anos, a forte concorrência dos supermercados na venda de flores. “Quem não souber criar novos serviços e se reinventar nesta nova realidade irá ter ainda mais dificuldades. A conjugação de eficiência, inovação, beleza e emoção é a chave do setor neste momento”, alertou.

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Redação

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