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Agosto, também lilás
O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Lilás, um movimento nacional de conscientização e enfrentamento às diversas formas de violência contra a mulher. Mais do que um símbolo, a cor lilás carrega a força de uma causa que exige união, responsabilidade social e ação efetiva de toda a comunidade.
A violência contra a mulher não se limita à agressão física. Ela se manifesta também no psicológico, no moral, no patrimonial e no sexual. São formas distintas de violação da dignidade humana que, infelizmente, ainda se repetem em muitos lares, ambientes de trabalho e espaços públicos. Cada silêncio imposto, cada gesto de intimidação ou palavra de humilhação tem impactos profundos e duradouros na vida das vítimas.
O Agosto Lilás lembra que é preciso romper barreiras e oferecer acolhimento. As mulheres que sofrem qualquer forma de violência precisam de uma rede de apoio sólida — que envolve a família, os amigos, as instituições e o poder público. Mais do que denunciar, é necessário garantir políticas públicas eficazes de prevenção, proteção e reabilitação, assegurando que nenhuma vítima se sinta sozinha em sua dor.
Este mês é também um convite à sociedade para que reflita sobre seu papel: não basta apenas repudiar a violência, é essencial agir. Escutar, acolher, orientar e apoiar são atitudes que salvam vidas. É tempo de reafirmar que respeito, igualdade e dignidade não são concessões, mas direitos inegociáveis.
Assim, o Agosto Lilás transforma-se em um marco de resistência e esperança. Uma homenagem a todas as mulheres que tiveram coragem de romper o ciclo da violência e um chamado àqueles que ainda permanecem invisíveis, para que saibam que não estão sozinhas.
O lilás é a cor da luta, da resiliência e da vida. Que cada gesto de apoio se transforme em um passo rumo a uma sociedade mais justa, segura e igualitária para todas.